segunda-feira, 19/10/2026

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Tribuna de Belém

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Força Nacional chega a Belo Monte, no Pará, para apoiar a segurança por três meses

A Força Nacional de Segurança Pública começa a atuar por um período de 90 dias na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, situada no rio Xingu, nas proximidades de Altamira, no sudoeste do Pará. A…

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A Força Nacional de Segurança Pública começa a atuar por um período de 90 dias na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, situada no rio Xingu, nas proximidades de Altamira, no sudoeste do Pará. A autorização para essa operação foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O objetivo da missão é proporcionar suporte aos órgãos locais de segurança pública, garantindo a ordem e a segurança de pessoas e bens na região. Contudo, a portaria não traz detalhes sobre os motivos que levaram ao envio dos agentes nem a quantidade de profissionais que farão parte da operação.

Vale destacar que esta não é a primeira intervenção da Força Nacional em Belo Monte. Em abril de 2025, os agentes foram chamados após ameaças de invasão ao complexo hidrelétrico, também por solicitação do Ministério de Minas e Energia, e a operação na época também teve duração de 90 dias.

Na nova operação, a Força Nacional atuará em conjunto com as forças de segurança do Pará, sob coordenação da Polícia Federal. A quantidade de agentes será determinada pela Diretoria da Força Nacional, que está vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública. O órgão que requisitou o apoio será responsável pela logística e estrutura necessária para o efetivo trabalho das equipes.

A Usina de Belo Monte, que completou dez anos de inauguração em 2026, é um tema recorrente de polêmicas. Desde sua concepção na década de 1970, a hidrelétrica é criticada por seus impactos ambientais e sociais. Para celebrar a data, diversas organizações, como a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente e o Conselho Indigenista Missionário, publicaram uma carta aberta. O documento defende os direitos de povos indígenas, comunidades ribeirinhas e pescadores artesanais da região do médio Xingu, ressaltando as violações enfrentadas ao longo dos anos e os efeitos adversos das mudanças climáticas.

Administrada pela concessionária Norte Energia, a usina é responsável por atender cerca de 5% da demanda anual de energia elétrica do Brasil. A empresa afirma ter investido mais de R$ 8 bilhões em compromissos socioambientais durante o processo de licenciamento do empreendimento.

Crédito da imagem: Imagens aéreas da Casa de Força Principal da UHE Belo Monte