Uma situação alarmante foi registrada em São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará, onde uma mulher foi presa nesta quinta-feira (22) por suspeita de maus-tratos e abandono de incapaz. A prisão aconteceu após a descoberta de que seus filhos estavam vivendo em condições extremamente precárias.
Os relatos sobre as condições das crianças são preocupantes. Um bebê de apenas seis meses apresentava queimaduras que afetavam cerca de 30% de seu corpo, enquanto uma adolescente de 12 anos estava com uma fratura grave no braço que não recebeu o tratamento adequado. As lesões visíveis em ambos os filhos levantaram sérias questões sobre a responsabilidade da mãe.
Durante a investigação, a mãe foi abordada por conselheiras tutelares que questionaram a situação do bebê. Ela afirmou ter buscado atendimento médico anteriormente, mas alegou ter perdido a receita e o relatório que comprovariam o tratamento. Diante da gravidade das lesões, o bebê foi imediatamente levado ao Hospital Municipal de São Miguel do Guamá para receber a assistência necessária.
A situação da adolescente também era crítica. Ela havia se submetido a um procedimento cirúrgico que envolveu a colocação de pinos no braço, mas não estava recebendo o acompanhamento ortopédico necessário. O membro estava inchado e apresentava mobilidade reduzida, evidenciando a negligência por parte da mãe. Novamente, a mulher justificou a falta de consultas como resultado da perda de documentos médicos.
A Polícia Civil começou a investigação após receber vídeos que mostravam as condições das crianças. A equipe policial se dirigiu ao hospital e confirmou os relatos com as conselheiras tutelares. Além disso, já havia denúncias de que as crianças eram frequentemente deixadas sozinhas em casa, o que levantou ainda mais preocupações sobre sua segurança.
Uma policial disfarçada efetuou a prisão da mãe no local, que foi levada à delegacia. O caso está sendo investigado para determinar a gravidade dos crimes de maus-tratos e a exposição das crianças a situações de risco. Atualmente, os filhos estão sob a proteção dos órgãos de assistência social, recebendo os cuidados médicos que tanto necessitam.
