quinta-feira, 22/10/2026

33° Belém Garoa leve · máx 35° mín 24°

Tribuna de Belém

33° Belém Garoa leve · máx 35° mín 24°

Filhotes de coruja ‘rasga-mortalha’ são resgatados e passam por reabilitação na Grande Belém após serem encontrados em saco plástico

Em um canto especial da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém, quatro filhotes de coruja suindara, popularmente chamada de “rasga-mortalha”, estão recebendo cuidados essenciais para a sua reabilitação. Essas pequenas aves, encontradas…

Compartilhe:

Em um canto especial da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém, quatro filhotes de coruja suindara, popularmente chamada de “rasga-mortalha”, estão recebendo cuidados essenciais para a sua reabilitação. Essas pequenas aves, encontradas em uma sacola plástica em Benevides, na Região Metropolitana, agora têm um novo lar temporário no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens (Cetras/UFRA).

O tratamento das corujas é curioso e, ao mesmo tempo, fundamental para garantir seu bem-estar. Todos os dias, os cuidadores se vestem com roupas e máscaras que ocultam sua silhueta, evitando que os filhotes se acostumem com a presença humana. Para simular a alimentação que receberiam da mãe, eles utilizam um “fantoche de coruja”, que é uma técnica importante para a reabilitação.

A médica veterinária residente Rayanne Silveira explicou que os filhotes foram encontrados em um terreno baldio e apresentam idades variadas, o que demanda um cuidado personalizado para cada um deles. O manejo adotado é conhecido como “anti-imprinting”, um método que visa evitar que as aves desenvolvam laços com humanos, garantindo que seus instintos naturais sejam preservados.

A coruja suindara é uma espécie crucial para o equilíbrio ecológico, pois se alimenta de roedores, insetos e morcegos, ajudando a controlar as populações desses animais. O Cetras/UFRA, inaugurado em 2021, já atendeu mais de cinco mil animais, incluindo mamíferos, répteis e outras aves, contribuindo significativamente para a conservação da fauna amazônica através da reabilitação e pesquisa.

Os profissionais do centro informaram que ainda serão necessárias algumas semanas de cuidados para cada um dos filhotes, mas a esperança é que logo possam voar livres em seu habitat natural novamente.