Em meio a um cenário alarmante de incêndios florestais, a Prefeitura de Altamira, situada no sudoeste do Pará, tomou uma decisão crucial ao decretar situação de emergência. A medida, que abrange tanto áreas urbanas quanto rurais e ribeirinhas, visa agilizar as ações de combate ao fogo e oferecer suporte às famílias que estão sofrendo com os efeitos das queimadas. Dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que Altamira lidera o triste ranking de focos de incêndio no Brasil desde o início de 2026.
Entre 1º e 20 de outubro, o município registrou um total de 618 focos de incêndio, ocupando a segunda posição nacional nesse período, superado apenas por São Félix do Xingu, que contabilizou 751 ocorrências. A Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, localizada a cerca de 450 quilômetros do centro urbano de Altamira, é uma das áreas mais afetadas, refletindo a gravidade da situação.
Embora os esforços das equipes de brigadistas tenham conseguido diminuir a propagação das chamas, a situação ainda é crítica e o fogo não foi totalmente controlado. A população local continua lidando com os impactos diretos das queimadas, e a prefeitura, junto com a Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros, tem observado um aumento significativo no número de focos de incêndio desde o início do mês.
O decreto de emergência permitirá que a administração municipal implemente ações mais rápidas e eficazes para ajudar as comunidades atingidas. Entre as medidas previstas, estão a assistência emergencial às famílias, a proteção da saúde da população, a distribuição de água potável e ações de prevenção e combate a novos incêndios, em colaboração com órgãos estaduais e federais. Além disso, a prefeitura poderá realizar um levantamento dos danos causados pelo fogo.
Com uma validade de 180 dias, o decreto permitirá a contratação de serviços e a aquisição de materiais sem a necessidade de licitação, sempre que necessário para a resposta à emergência. As ações serão coordenadas pela Comissão Municipal de Defesa Civil, que trabalhará em conjunto com o Corpo de Bombeiros e outras entidades para mapear as áreas devastadas e avaliar os prejuízos enfrentados pelas comunidades.
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