A morte de Carlos Fabricio Pereira Costa, um jovem de 26 anos, na última quinta-feira (15), no bairro da Terra Firme, em Belém, gerou uma onda de indignação na comunidade local. A Corregedoria da Polícia Militar decidiu abrir um procedimento para investigar a conduta dos policiais envolvidos na abordagem que resultou na tragédia.
De acordo com os familiares de Fabrício, ele teria sido agredido durante a ação policial. Em contrapartida, a PM alega que o jovem resistiu à abordagem e tentou tomar a arma de um dos agentes. Essa divergência de relatos levanta preocupações sobre o uso da força por parte da polícia na região.
Na noite de sexta-feira (16), a insatisfação dos moradores se manifestou em um protesto que bloqueou ambos os sentidos da Avenida Perimetral, nas proximidades da Avenida Liberdade. Os manifestantes, segurando cartazes e ateando fogo em objetos, exigiram justiça pela morte de Fabrício, que, segundo a família, voltou para casa após a abordagem, mas acabou falecendo em decorrência de complicações de saúde.
A PM, por sua vez, relatou que equipes do 37º Batalhão de Polícia Militar realizaram uma ronda ostensiva e abordaram o jovem, que estava com uma substância semelhante à cocaína. A nota oficial da corporação não esclareceu o motivo exato da abordagem nem o que levou à morte de Fabrício, e não se pronunciou sobre as alegações de agressões feitas por seus parentes.
O clima de tensão se intensificou quando os policiais foram chamados para dispersar os manifestantes, utilizando balas de borracha, enquanto o Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas e liberar a via obstruída. A situação evidencia a necessidade de um diálogo mais aberto entre a comunidade e as forças de segurança, além de um rigoroso acompanhamento das investigações para garantir que a justiça seja feita.
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