No último domingo (25), durante o segundo turno das eleições em Castanhal, no nordeste do Pará, muitos eleitores passaram por um susto ao descobrir que suas seções eleitorais haviam sido transferidas. A mudança pegou de surpresa quem se dirigiu à Escola Municipal Emília Gimenez, local onde votaram no primeiro turno, apenas para encontrar os portões fechados e a informação de que precisariam ir até a Universidade do Estado do Pará (Uepa), a cerca de um quilômetro de distância, para exercer seu direito de voto.
A alteração foi feita dias antes da eleição, mas, segundo relatos de moradores, nem todos foram avisados adequadamente sobre a mudança. Entre os eleitores estava João Borges, pedreiro, que se viu obrigado a se deslocar para o novo local após descobrir a transferência ao chegar à escola. A costureira Maria de Nazaré também compartilhou sua surpresa ao perceber que a seção onde sempre votou havia mudado sem o seu conhecimento.
O cartório da 50ª Zona Eleitoral de Castanhal, por sua vez, afirmou que a mudança foi comunicada previamente e que avisos foram colocados nos antigos locais de votação para orientar os eleitores. Apesar do desconforto inicial, a votação na Uepa seguiu de forma tranquila, sem maiores contratempos. As filas eram pequenas, e o movimento em outras seções eleitorais também foi considerado calmo, principalmente porque os eleitores estavam apenas registrando seu voto para presidente.
O Fórum Eleitoral destacou que o andamento da votação no município ocorreu dentro da normalidade, apesar dos desafios enfrentados por alguns eleitores. A situação evidencia a importância de uma comunicação eficaz durante períodos de mudanças, especialmente em momentos tão cruciais como as eleições.
Crédito da imagem: Urna eletrônica


