quarta-feira, 21/10/2026

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Tribuna de Belém

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Mortes de peixes em igarapé do Parque do Utinga em Belém podem estar ligadas ao calor, aponta Ideflor-Bio

O Parque Estadual do Utinga, um dos destinos mais queridos de Belém, teve suas portas fechadas neste domingo (18) após o preocupante registro de peixes mortos no Igarapé do Yuna e no Lago do…

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O Parque Estadual do Utinga, um dos destinos mais queridos de Belém, teve suas portas fechadas neste domingo (18) após o preocupante registro de peixes mortos no Igarapé do Yuna e no Lago do Bolonha. Moradores e frequentadores da área se depararam com a cena lamentável, onde não só peixes já sem vida foram vistos, mas também outros em dificuldade, tentando respirar nas margens do igarapé.

De acordo com informações do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), que administra o parque, a causa provável para essa mortalidade em massa seria a baixa oxigenação da água, um fenômeno que pode ser agravado pelas altas temperaturas recentes. Esse processo, conhecido tecnicamente como hipóxia ambiental, ocorre quando a quantidade de oxigênio dissolvido na água cai a níveis insustentáveis para a vida aquática.

O calor excessivo pode ser um fator determinante na redução do oxigênio disponível, levando a essas condições adversas para os peixes. O Ideflor-Bio está investigando a situação e já mobilizou equipes técnicas para a retirada dos peixes mortos, além de monitorar a qualidade da água nas áreas afetadas.

Apesar da situação alarmante, o órgão garantiu que as atividades no Parque Estadual do Utinga devem ser retomadas nesta segunda-feira (19). Até o fechamento desta matéria, a investigação sobre a causa exata do problema ainda estava em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas nas próximas horas.