O cantor paraense Nilson Chaves, de 74 anos, teve uma internação recente devido a uma isquemia cerebral transitória, conforme anunciado pela família em um comunicado nas redes sociais nesta terça-feira (20). Apesar do susto, a família tranquilizou os fãs ao informar que o artista está estável, lúcido e bem.
Nilson Chaves é um ícone da música amazônica, reconhecido por suas canções que refletem a rica cultura paraense, como “Sabor Açaí”, “Olho de Boto” e “Olhando Belém”. O comunicado foi compartilhado por Ana Selma, cunhada do cantor, que junto à família, agradeceu as mensagens de apoio e pediu orações pela recuperação do artista. “Ele está estável, bem e lúcido. Neste momento, pedimos apenas que continuem em oração por sua plena recuperação”, diz a nota.
A isquemia cerebral transitória, que Nilson enfrentou, é uma condição que ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é temporariamente interrompido. Embora os sintomas, que podem incluir dificuldades de fala e fraqueza, desapareçam rapidamente, essa condição serve como um alerta para possíveis problemas mais sérios, como um AVC. A família expressou preocupação com a disseminação de informações incorretas sobre a saúde do cantor e pediu que apenas dados verificados sejam compartilhados.
Ainda não foi divulgada a unidade hospitalar onde Nilson está internado, nem há previsão de alta. O cantor já havia enfrentado desafios de saúde anteriormente, incluindo uma severa infecção por Covid-19 em 2020, que o levou a uma internação na UTI. Essa experiência foi tão impactante que resultou na composição da música “Iluminados”, em homenagem aos profissionais de saúde que o ajudaram em sua recuperação.
Nascido em Belém, Nilson Chaves é uma figura central na música popular amazônica, com uma carreira que se estende por mais de cinco décadas. Com mais de 20 álbuns lançados, ele conquistou o coração dos paraenses e o reconhecimento nacional e internacional. Entre seus prêmios, destaca-se o Prêmio Sharp de Música e uma indicação ao Grammy Latino.
Seu trabalho não apenas enriqueceu a música do Pará, mas também ajudou a colocá-la no cenário internacional, especialmente com colaborações significativas, como com Sebastião Tapajós. Recentemente, sua contribuição para a cultura amazônica foi reconhecida pela Assembleia Legislativa do Pará, que o declarou como patrimônio cultural e imaterial do estado.
Crédito da imagem: Nilson Chaves


