A estudante Kimera Mirage, natural do Pará, encarou uma longa jornada de ônibus que durou dois dias, saindo de Belo Horizonte até Belém, tudo para exercer seu direito de voto no segundo turno das eleições. Neste domingo, quase 5 milhões de eleitores se dirigiram às urnas no estado, onde mais de 6 milhões estavam aptos a participar do pleito.
“Eu estava em dúvida se deveria votar, mas após o que ocorreu no primeiro turno, decidi que era importante estar aqui”, comentou Kimera, refletindo sobre a relevância de sua escolha. Nas principais cidades da Região Metropolitana, como Belém e Ananindeua, cerca de 1,7 milhão de pessoas compareceram para votar, com filas se formando logo cedo em alguns locais, antes mesmo da abertura das seções.
No campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, eleitores se organizaram em filas, ansiosos para garantir seu voto. Após as 8h, a maioria das zonas eleitorais na capital funcionou sem problemas, proporcionando um ambiente tranquilo para o exercício da democracia. Em uma faculdade particular localizada na Marambaia, a votação foi rápida, com a estudante Julyanne Figueiredo relatando que levou apenas cinco minutos para cumprir seu dever cívico. “Entrei e saí em cinco minutos”, disse ela, aliviada com a agilidade.
Contudo, a jornada não foi isenta de contratempos. Uma das urnas eletrônicas apresentou problemas técnicos após uma hora de votação e precisou ser substituída. Em Ananindeua, a movimentação também foi intensa desde cedo, com medidas de segurança sendo implementadas, como a interdição de ruas em frente aos locais de votação.
Um supervisor de votação, Charles Santos, informou que apenas um equipamento teve falhas com a biometria, mas que a situação foi rapidamente resolvida. No geral, o tempo médio de votação se manteve em torno de cinco minutos, e a chefe de cozinha Maria Rodrigues destacou a tranquilidade do processo. “Está tranquilo, tudo bem por aqui”, afirmou.
Entre os eleitores, estava a aposentada Maria de Fátima Freitas, de 70 anos, que, apesar das dificuldades de locomoção, não deixou de comparecer às urnas. “Nunca deixei de votar desde os 18 anos”, declarou, evidenciando a importância do voto para a cidadania.
Crédito da imagem: TV Liberal/Reprodução



